Exposição mostra achados arqueológicos sobre origens da cidade de SP

Peças podem ser vistas na Casa Museu Ema Klabin

14 dez

Exposição mostra achados arqueológicos sobre origens da cidade de SP

Peças podem ser vistas na Casa Museu Ema Klabin

O passado de entreposto, muito distante da metrópole pujante e urbana dos últimos 100 anos, é retomado na exposição Quando São Paulo era Piratininga: arqueologia paulistana, em cartaz até 29 de março de 2026 na Casa Museu Ema Klabin.

Integrada ao acervo da casa, a exposição propõe uma reflexão sobre origens e cotidiano, mostrando os resultados de pesquisas arqueológicas realizadas na capital paulista durante as duas últimas décadas.

De ferramentas e pontas de flechas talhadas em pedras a fragmentos de cerâmica, é possível acompanhar um passado de uma região que era importante para diversas aldeias, além de marcada por cheias constantes.

A proposta, da curadoria do arquiteto Paulo de Freitas Costa e da doutora em arqueologia Paula Nishida, é revelar aspectos da investigação sobre esse território, em suas dinâmicas anteriores à vila e cidade, como as conhecemos.

Ao apresentar sítios arqueológicos paulistanos, percebe-se que onde há hoje prédios, viadutos, praças, ruas e avenidas, havia estruturas naturais de quartzo e depósitos de argila, materiais usados por diferentes povos – indígenas, europeus e africanos -, na fabricação de pontas de lanças, flechas e cerâmicas.

Esses sítios estão distribuídos pelas várzeas do Tietê, Pinheiros e Tamanduateí, deram origem ao povoado Piratininga ou peixe seco, por conta dos peixes que ficavam espalhados pelas planícies após o recuo das águas dos rios. Mais tarde, o povoado se transformaria na cidade de São Paulo.

Para a exposição, foram selecionados materiais e mapas de oito dos cerca de 90 sítios arqueológicos já identificados na cidade, representando períodos distintos e importantes para a formação do território paulistano.

“Os sítios Lítico do Morumbi, as urnas funerárias, e os sítios Jaraguá I, II e Olaria II representam o universo dos povos originários antes da invasão europeia. As Cavas de Ouro do Jaraguá e o Pinheiros 2 testemunham o contato entre indígenas e colonizadores; e a Casa do Butantã e a Casa do Itaim Bibi trazem à tona aspectos do período colonial, ampliando o olhar para além do eixo central da cidade”, explica Paula Nishida.

Entre as peças, inclusive reproduções em exposição táctil, há itens datados de 600 anos até 4 mil anos atrás, com usos práticos, como defesa, caçadas e produção de outras ferramentas, até peças de uso simbólicos, como urnas funerárias, encontradas em sítios no que hoje são as regiões central e leste da capital paulistana.



Notícia da categoria: Geral
Associação dos Delegados da Polícia Federal

Associação dos Delegados da Polícia Federal